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Fantasia

TATO TREINADO

a palavra é um risco
um rabisco do hibisco
arisco e óbvio
lancinante desvio
da rota dos sentidos
para o mistério
que advém do todo concluído
(como proposta)
para a concessão do sim / não
-sinal dos tempos
em um jorro de contestações
inegavelmente irrevogaveis
mesmo que o aceno do oceano
seja tempestuosa desolação
salmoura saturada e blasfêmia
azia e nó na garganta do labirinto
que ficou denegrido nas temporas
do tato treinado
corado no sal
do ardor dos desejos

O AEROSCÓPE

Finalmente terminei o meu Aeroscópe...!
Com asas de imaginação, feito com um limão,
Movido a limonada, verve e 'brainstorm'
Como combustão!
Com ele podemos fugir rapidamente dessa dura realidade...
Andando e dando um passeio pelas nuvens, Terra do Nunca, Utopia,

SOMBRAS E SOMBRAÇÕES

 

 

damascos e ornamentos

sobressaltam-se na mesa

de madeira polida

 

meros polímeros

de substância indelével

moldam 

e sustentam fantasias

em um monólogo

intimista

 

-mas

por que a pronúncia vacilante

desse oscilante instante

adiou

a convergência do dia

para esse casual (des)encontro?

 

se as horas e as distâncias

favorecem

-mais que as restrições-

a opção de ver

um singelo vestígio consumar

as luzes já acesas

ANJO DE PRATA...

Todas as noites um anjo visita-me em meus sonhos..
Em seu vestido prateado exalando ternura..
Em noites sombrias surgem para acalmar a alma..
E dar paz ao coração atormentado.
Mulher de luz, de brisa doce ao luar.
Beijo a beijo percorro teu pequeno mundo..
Como sons num compasso, cheio de sentimentos...
Invadindo seu pudor, fazendo-a minha..
Enfim, a lua envergonhada se desnuda.
Nos teus beijos eu mergulhei...
Talvez o céu me devolva a alma

Minha fada

Encabula minha fada
Minha alma tão deprimente
de pensar nas tristes horas tão ausente
Em amar a minha amada eternamente

Emudece minha fala
minha calma , meu calor tão carente
Em ver a chuva da minha janela ,
e saber que alegremente ,
Só as flores e as sementes

Desperta minha fada !
minha ternura insensata
de sentir meus dentes rangerem
no intenso frio da madruga

COMO O MAR

COMO O MAR

 

Minha vida é como o mar,

Tem marés e maresia,

Tem dia de preia-mar,

E tem outros de vazia.

 

A lua também m’ atrai,

Em noites de lua cheia,

E o tempo passando vai,

Neste luar que m’ enleia.

 

Só quando há tempestade,

Nem o luar aparece,

Só encontro a saudade,

TARÂNTULA

 

 

não sei o que peço ou por que?           

se perco um pouco a fé

se protejo ou desfaço

se puxo de novo e prendo

se amarro ou desato no ato

o touro com a marca do zorro

no logradouro da mansão soterrada

recuperada da terra só

trespassada pela estrada de pó

ressentida e banida do tráfego normal

tarântula que caiu em teia alheia

e passeia em sua espiral

 

 

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