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Fantasia

Lendas e Historias de Encantar

Reflexos de coloridos tão indefinidos vêm até mim em generosas e suaves viagens vagarosas de amplitude limitada

Passadas largas de avanços à retaguarda feitos de misteriosas descobertas

Audíveis são de finas as pancadas amortecidas em mares de nuvens ondulantes e zangadas

Felicidades sentidas soltam-se ao vento amedrontadas

Instala-se uma solidão largada ao som de cascatas de água pura como quem mata a sede após léguas de secura

Tantos quereres de um não querer que se fez lei

Tantos Credos

Tantos credos se desenham ……

Amazónicas florestas tenebrosas ensombradas…. Cedem passagem curvando-se resignadas….

Perenes e gigantescas marés de luz incandescente nos vão cegando e ao mesmo tempo desbravam caminhos novos …

Vão sendo avistados ao longe em lentes microscópicas e precisas

Rochedos enormes de abismos às camadas transformam-se em partículas de pó purpura……..

Em medievais cómodas vão poisando silenciadas …

Digitais impressões de impunes crimes branqueados….

Sabe Aquele Guri?

Sabe aquele guri que gritou o seu nome, aquela vez?...
Aquele guri que você olhou, ignorou e seguiu em frente?
Aquele guri seguiu em frente também
Sem apelar mais nenhuma vez.
Estudou as rosas, leu os livros e se livrou das modas...
Escalou os prédios, amou, comeu, morreu e renasceu.
Sabe aquele guri?
Aquele guri não sou mais eu!...
 
06 . 08 . 2014

Ideoma

Ideoma
Isso mesmo, não existe.
Mas ideoma é agora uma palavra triste.
Não existe não existe...
Vira a noite.
Ideoma vira a noite.
Postulante
Eruptivo. 
Ideoma eletrizante!
 
Bocas da moda!
Bocas da corda
Ideoma agora é ideia
Ideoma é objetivo!
Ideoma é nome de livro!
Ideoma vive por isso...
 
Também! Vai entender essas histórias da vida.
 

FRAGMENTOS - ALQUIMIA IV

FRAGMENTOS - ALQUIMIA - IV

Alopatia da cura, nos segredos do universo.
Transgride o tempo da harmonia,
aos astros me exponho,
na alucinante viagem do verso.
Rasgam-se as estrelas, faz-se dia,
meus fragmentos de sonho,
varrem-se nas memórias,
apagando a chama.
Na palavra se segrega a voz,
do lamento da tua queixa,
selando de mármore e fogo
os elos da ignomínia de quem ama,
perpetuando no infinito o jogo,
que tudo almeja e nada deixa.

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