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Meditação

Esquálidos, Sem Vida, Zumbi.

 

                         Esquálidos, Sem Vida, Zumbi.

                                                            Guel Brasil.

                        Por enquanto, contei dez

                        Morando e vivendo ali; 

                        Vivendo não, morrendo aos poucos

                        Esquálidos, sem vida, iguais zumbis.

                                   Roupas esfarrapadas,

cobardia

ESTOU CANSADA DE CORRER ATRAS DOS SONHOS,

DE PROCURAR A CADA CANTO A FELICIDADE,

CANSADA DE CHORAR E DE SOFRER,

MAS PORQUE ACEITO QUIETA ESTE VIVER,

CONFESSO A TODA A GENTE: SOU COBARDE !

 

QUISERA VOAR PRA ALEM DO VENTO

EM BUSCA DA MINHA LIBERDADE,

MAS CORTARAM-ME AS ASAS,NAO VOEI,

E PORQUE NADA FIZ,E NAO LUTEI,

CONFESSO A TODA A GENTE: SOU COBARDE !

 

QUISERA GRITAR AO MUNDO INTEIRO

A DOR IMENSA DA MINHA INFELICIDADE,

MAS FUI AMORDAÇADA,NAO GRITEI,

E PORQUE CONSENTI E ME CALEI,

A minha cabeça em Flor

Tenho a cabeça aberta ao que não me cumpro...
O corpo descansa na cabeça futura;
espera, ainda, a casa que não encontro na estrada.

Um dia serei sem dias.
Não terei calendário.
Serei ao vento...
-reconforto-me.

As mãos perguntam a primavera...

O sol desaba como àgua ardente.
E eu limito-me a desabrochar...

Dizem-me que assim é...
...a natureza das coisas...

 

Dúvida

Vejo a luz que me ilumina,
Difusa e ténue entre a vidraça embaciada!
Quero partir para o mundo de Além
E conformar-me com a ternura do Nada!

Imiscuo minha alma no vazio,
Cubro-me com um manto de negra dor.
Escondo-me nas brumas pantanosas do ser
Espero, silenciosa, a chegada do Amor!

Grito abafado no âmago do sentir,
Corro de encontro ao Mundo, perdida
Fujo de mim, do medo, do sonho
Perco-me silenciosa, nas agruras da vida.

Tenho Tanto Sentimento

Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Tomamos a Vila depois de um Intenso Bombardeamento

A criança loura
Jaz no meio da rua.
Tem as tripas de fora
E por uma corda sua
Um comboio que ignora.

A cara está um feixe
De sangue e de nada.
Luz um pequeno peixe
— Dos que bóiam nas banheiras —
À beira da estrada.

Cai sobre a estrada o escuro.
Longe, ainda uma luz doura
A criação do futuro...

E o da criança loura?

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