CASULO
Autor: maria nazare pe... on Sunday, 20 April 2014 CASULO
Metamorfosear-se a alma adormecida ,romper o casulo
Tece o regresso a vida
O sol a alimentar desejos.
Nazaré Varella
CASULO
Metamorfosear-se a alma adormecida ,romper o casulo
Tece o regresso a vida
O sol a alimentar desejos.
Nazaré Varella
Estou aqui.
Ausente de mim.
Estou e estarei
Onde quer que a Vida me leve,
Onde quer que a Morte me entregue.
Estou presente e sem saber
Quem mais me vai ver
No final dessa linha
Que a minha vontade sublinha,
Que me faz olhar donde estou -
Essa linha do Horizonte que lá ao fundo resta,
Essa linha a que o meu olhar empresta
O presente e anseia paciente pelo futuro.
Estarei eu lá perto, seguro?
ORAÇÃO
Senhor
-Não sei se sou
O que sou,
AS VIDAS SÃO COMO RIOS
No leito gemendo
Lá vai sem parar
Se cái,se levanta
Chorando a rolar.
Não pára,é a sorte
Que rege.
É o destino.
Correndo sem rumo
é o caminho da morte!
Não pára: Não sente
Que quando mais corre
Mais cedo se lança
No mar,onde morre.
E a vida são rios
Seu leito de dores,de quedas,
Nos leva em descida
Por vãos,por desvios,
Rolando,correndo
Qual louca corrente
Do rio da vida
Em meus sentidos mais ocultos lhe proponho algo de mais
Algo de rosa a florescer em meio à densa luz da lua
Algo tão grande como a terra a vislumbrar a voz que é tua
E que com ímpar atitude canta valsas naturais
Em minha forma de criar a minha filha que flutua
Com meus ditos inaudíveis em verdades irreais
A tua imagem é concreta em tuas vertigens cereais
Que florescem e amaduram entre a tua pele nua
Se fizesse eu lhe tomasse por um copo de veneno
Que dilata a minha forma, mas dá força e dá vigor
CIGARRA
Hoje uma cigarra entrou pela minha janela.
Entrou desesperada!
Bateu no vidro.
Bateu na Lâmpada.
E foi se aquetar na minha estante.
Que incoerência!
Começou logo a cantar.
Cigarra seja bem vinda.
É lindo seu cantar.
É bom ter você de companhia.
Mas tenho que devolvê-la ao seu habitat.
Nazaré Varella
Busco o teu olhar em cada flor de girassol
Pelas gramas desse mundo e pelas facas desse fel
Nas centelhas de poesia doce e pura como o mel
Em uma valsa de lareira do canto de um rouxinol
Busco tuas certezas nos pesares dessa vida
Nas forças de um destino e nas fraquezas da vontade
No vazio de teu subúrbio, na amplidão de tua cidade
Ou na maçã tão rica e doce que não fora oferecida