Esquecimento da verdade

Num mundo de erros iguais
E de coisas más, mas boas,
A vida sempre valerá
Mais que certas pessoas.

Sempre foi
E sempre será
A realidade do agora.
Mas o que dói, doerá
Porque na verdade
Nunca irá embora,

Contudo cabe-nos sorrir
E encobrir com falsidade
O ostensivo carpir
Que fazemos à felicidade.

QUE SEJA BELO SEU DIA

QUE SEJA BELO SEU DIA...

Que tenha sorrisos, suspiros e abraços. 
Sinta pelo menos uma gota de alegria, 
desfrute do caminho, conte os seus passos. 
Olhe o céu, as nuvens brancas .
Sinta o vento soprando o rosto .
Renove as velhas esperanças .
Prove novos sabores, um novo gosto. 
Distraia-se, não faça nada .
Pelo menos, um minuto esqueça 
Das vozes, dos sons, das estradas... 
Ore, por aquele que mereça. 
Se doe, de alma e coração 

SABER VIVER

SABER VIVER 

Não tenho pressa de chegar ao fim da estrada. 
Caminho calma,olho tudo ao redor. 
Paro! 
Contemplo cada pássaro. 
Contemplo o céu. 
Contemplo as marcas deixada na minha trajetória. 
Paro! 
Penso! 
Ouço! 
Reflito! 
Vivo! 
Sigo! 
Vou fundo na minha alma! 
Recordo! 
Resgato! 
Abraço! 
Sigo feliz! 
Na minha estrada da vida! 

Nazaré Varella

 

Sombra

O que poucos percebem '

Sombra #

E no claro do dia pode-se vela

Calada, sempre atenta, qualquer

Movimento a revela, companheira fiel

Na caminhada da vida.

 

E no se por do dia, cansada repousa

Na escuridão da noite, junto às criaturas

Que vivem da ausência de luz vê-se acuada.

 

Dependente da luz, dos raios naturais e artificiais.

Na terra, es retrato da alma na qual é prisioneira

Liberta nas manhãs de cada dia.

 

QUEM QUIZER ENTENDER QUE ENTENDA II

Tuas palavras são areia onde planto o meu deserto

E onde brota de seu chão minha estrutura mais concreta

E no final de tua cantiga aveludada e tão discreta

É que se acaba o meu valsar mais comedido e tão mais certo

 

Nas linhas de tua mão é que se prende o meu futuro

E somente quando as fecha é que conheço o nosso mundo

Entre centelhas de esperança e um desejo tão profundo

O que eu vejo é paisagem em um alto e firme muro

 

Quem me dera senhorita me fizesse aqui ser claro

"LUSIADAS EM MUTAÇÃO"

Ao amigo António Cardoso.

Entrando pela ironia numa visão poética, se a alma de Camões, aos dias de hoje, debruça-se sobre o mosso querido Portugal, alguns versos dos Lusíadas, entravam em mutação, dando origem á sátira, plasmada.

“LUSIADAS EM MUTAÇÃO”

As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

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