O SABIA FACEIRO

           O SABIA FACEIRO
Estou aquí sentada,escrevendo .
Você chega de mansinho,pousa na janela
fica olhando todo faceiro.
Um dia canta...outro fica inquieto.
Eu desvio meu olhar ,você sai voando...
Fique aí sabiá....
Vou tirar uma foto
você é meu poema!....
Ah! Meu Sabiá companheiro
não esqueça de vir aqui sempre!

um dia

De manhã é sempre abrir.
Não, tu não podes
chegar atrasado,
ao lugar onde te chateias,
estás encharcado em Gin.
e agora não sabes
realmente não sabes
que fazer,
mas, é o motivo
pelo qual ganhas dinheiro.
Tu bebes, fumas, danças
mas o que será de ti
quando esta noite acabar
continuarás aí sentado
bebendo
fumando
deprimido
talvez, só esperando

cigarra

         CIGARRA
Hoje uma cigarra entrou pela minha janela.
Entrou desesperada!
Bateu no vidro.
Bateu na Lâmpada.
E foi se aquetar na minha estante.
Que incoerência!
Começou logo a cantar.
Cigarra seja bem vinda.
É lindo seu cantar.
É bom ter você de companhia.
Mas tenho que devolvê-la ao seu habitat.

Nazaré Varella
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A SALA DA MINHA MÃE

A SALA DA MINHA MÃE
Do canto da porta olho a sala.
Uma cadeira de balanço que já não balança mais.
Um relógio antigo, já não bate mais.
Uma mesa e quatro cadeiras de palha..
No fundo ,um sofá de tres lugares,
mais um de dois lugares.
Uma mesinha de centro.
Um rack,uma tv.
Quadros pelas paredes.
Tudo nos seus lugares.
Mais a sala está vazia!
O que vejo não existe mais.
Tudo ficou fotografado na minha mente.
Esta era apenas a sala.
Uma sala tão suave!

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