Enigma

   Enigma

 Estranhas sombras que vagueiam sem um rumo ,

Como soldados que perderam a batalha !...

Serão fantasmas envolvidos pelo fumo

Na  vã procura d' uma fuga por atalhos !?

 

Soltam gritos surdos, gemidos...um lamúrio.

Mostram fúria, raiva, medos... mal contidos !...

Lançam queixumes abafados, em murmúrio.

E, nesssa atroz agonia...são consumidos !

 

Tão enredados nesse lugar de tormentos,

Confundidos em  seus próprios sentimentos,

Percebem quo o seu mundo mudou...s' esfumou !

ideal

Estou só
chove
o rádio liberta notas de uma composição musical.
Lá longe, quem eu desejo perto.
O vento está frio,
deambulo pelas ruas da maledicência.
Afogo as mágoas no absinto da vida,
fumo um cigarro.
Penso no passado,
nas amarelas tardes de Outono,
nos passeios à beira-mar,
e vejo o que perdi,
em busca de um ideal que ainda não encontrei.

Estrelas alinham-se como sinais de néon,
apontando na direcção da rua cósmica.
Procura a verdade na mente de um louco,
girando em direcção aos seus . . . 
desejos mais deformados.

Os Rapazes dos Tanques

POEMA Nº 244
Título do Poema: Acerca do Lançamento do livro de Alfredo cunha e Adelino Gomes "Os Rapazes dos Tanques"
Autor: © Arthur Santos
Género: Políticos

Acerca do Lançamento do livro de Alfredo cunha e Adelino Gomes "Os Rapazes dos Tanques"

Sim foram os rapazes dos tanques
que montados em velhos elefantes
num acto de puro e inocente heroísmo
atiraram para o abismo
num quase breve momento
um regime podre SalazaróMarcelento.

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