Viajando a vida
Autor: Rui Correia on Sunday, 16 March 2014Escrevo de pé
numa viagem
que me cansa a fé.
É o destino;
Escrevo de pé
numa viagem
que me cansa a fé.
É o destino;
“Questões sem resposta”
Pela noite dentro escreves palavra a palavra,
dás cada passo, a cada voz que ouves na tua alma,
uma memória à distância de um guiar nessa estrada,
tanto frio está,nessa beleza de acentuar e te deixa desamparada.
Cocktail explosivo num terno sabor a absinto,
teu beijo com sabor a licor nos teus lábios que sinto,
essa chama de fogo ardente num sorriso,
num querer esquecer mas o controle é fraco e indeciso.
Não me venhas de teu mundo que fulguras de anil
Pretendendo que eu vislumbre esse teu cântico naufrágio
Ao som das vozes tão vorazes que soletram nosso adágio
E por fim se dilaceram como um verbo mais senil
Não me digas que é honesto o teu folclórico sufrágio
Nem imponhas ao bom grado o que de fato seja vil
Velejando as correntezas que espargem cantos mil
Que não trazem mesmo nada e nem se alinham em presságio
Não me digas que é certeza o que não tem explicação
Vem de ti, quando erras pelo areal
A longe teu palácio de cristal
Olhando, toda a candura infinita,
O orvalho que dos olhos do eremita
Fulgura numa manhã radiante.
E, como se isso não fosse o bastante,
Vem de ti as alvas pombas do céu,
Dos campos lautos o fagueiro mel,
Os anjinhos que brincam no ribeiro;
O teu olhar casto é um celeiro,
Onde se encontra da vida o tesoiro,
Onde resplendem os sonhos vindoiros.
Teu perfume na corbelha de flores
Causa no seio intensos amores.
Era só um peixinho!
Suas nadadeiras pequeninas...
E azul suas barbatanas.
E eram enormes!
O peixinho nadava veloz .
Em seu aquário ele brincava.
Mas...Um fungo malvado!
Atacou o peixinho.
E agora ele jáz.
Morto inanimado.
Que dó do coitado!
Se teu corpo é a única Ilha no oceano
Como poderei eu não o desejar?
Quando à minha volta tudo é insano
E o meu coração, ninguém sabe amar!
Se a Lua se esconder em teu olhar
Como poderei eu encontra-la?
Quando a caravela no gelo encalhar
E a neblina teimar em abraça-la!
Como chá calmante de erva-cidreira
Anseio beber dos teus lábios um doce néctar
E, em teu coração mergulhar como numa banheira…