Ensinamento do dia

Ensinamento do dia

 

A doze semestres, escolhendo em cada qual temas centrais diversos, tendo por característica constante se utilizar das mesmas palavras, expressões e aleatoriedades elencadas em sala de aula, usar de molde essa linguagem elitista que se esquece de que é tão comum e efêmera quanto qualquer outra, essas anotações que se enviesam pelos nós e pontas soltas do que compõe um instante, um momento que está e reflete o todo, muito para além das fronteiras imaginárias designadas por palavras e fé, tudo isso para moldar sabe se lá o que; seguiu-se, onde a regra de leitura são apenas a do dicionário e àquela da escolha da pessoal livre que cria o que quer e pode criar, que nega, julga, aceita, expande, existe. Que é o contrário de tudo isso e deixa de ser desde que nunca realmente foi. Doze semestres, número composto e simples em sua unidade diversa que é igual a toda unidade diversa que se compara por não ser una jamais. Dentre delírios, dentre objetividades, aqui não uso mais as palavras do contexto, mas ainda estou no contexto, no texto e no asfixiamento do atrito entre vertigens que brotam da terra, assim como nós, da água, assim como eles, do vento, assim como aqueles, e do fogo, assim como eu. Movimento de canibalismo etéreo que nutre por ser nutrido. Agradeço.

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