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Ondulações (IV)

Afazeres constantes todo o dia

sobra tempo no ofício da alegria

 

No lugarejo chega a rês à fonte

quando o sol vai beijando o horizonte

 

Púcaro de barro com água do poço

memórias de um tempo em que eu era moço

 

Telhados de xisto ardósia tão negra

onde uma pinta branca mancha a regra

 

No panelão de ferro cozinhar

co’o fogo da lareira a crepitar

 

Serras de granito uivos de alcateia

paisagem grandiosa bela e feia

 

Bola de trapos muda aos cinco e acaba aos dez

quão distante passado recordo outra vez

 

Esta frágil mortalha a morte espera

e o segredo tremendo que ela encerra

 

Sª Mª Feira, junho 2018
 

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