Perseverança do dia. Caso 11.

P.D. Caso 11.
 
O párvulo estava recostado ao lado da janela, 28 anos de frustrações, medo, desespero e insanidade. Sua defesa era a observação, a prepotência. Sua insegurança era o desejo e o amor. Ante o abandono, a desistência e a solidão, a luz a pino de um sol sem nuvens iluminava suas questões. Perdido no quem, era aquele que assume responsabilidades, aquele que lamenta as feridas que não consegue lamber.
Seu paradigma era afobado, sua brisa, um racionamento de suspiros.
Sussurrou baixo para si mesmo. Não cessa, a falta que prolifera, no momento que multiplica, na lembrança que dilacera as relações. As escolhas da consciência não censuram a intuição, mas a desconfiança do fracasso silvestre se provou uma beleza de espelhos. Ingênuo. No nível do sufocamento e do engano, a busca do dever era uma carência fácil demais. A loucura preencheu a insensatez. O infortúnio do renascimento. O costume era sorrir perante as veneráveis e boas sensações, mas a doutrina das práticas era aporética, uma sondagem de um estase ideal que não transformou-se em êxtase real. Os afortunados são aqueles que vogam na insurreição, no seu custo pervertido e refinado do ideal, o qual não passa de um aforisma de comprometimento com a excitação que acende o comprometimento. O prazer como santuário para além das propensões das angustias. Um asceta do estrangulamento, cuja saúde é a petulância, só pode penetrar na redenção que imita o futuro, na expectativa monumental denegrida sem qualquer inovação ou redenção. A protuberância do horizonte e do retorno ao descampado assomam como o ápice do acabamento da realidade. Sim, na instância do discurso com estatuto de leitura, esse é o direcionamento do registro e sua respectiva fundamentação nas categorias. A sabotagem foi a gratidão. Uma ponta de misticismo prematuro de ordem tipológica, ordem subordinada as regras de um alheio ao casto, uma miragem sensual. O velar dos conflitos unificadores guia os viris filhos da natureza em direção a uma paródia de liberdade. E a contemplação das estruturas é o que sobra para o alento da linguagem que habita entre as desvantagens.
 
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