Resiliência do dia. ϕ.

Resiliência do dia. ϕ.
 
No expoente de uma admiração crescente,
A distância aperta direto junto ao peito,
Onde os dedos agarram a esperança sensível da voz,
Da particular presença ante ao indivíduo, desforme,
Decomposto pelo receptáculo materializado da expectativa.
 
Determinações existem em intima relação com os devaneios,
Concebidos pela dissociação da autossuficiência, uma existência;
O desejo de ser uno e completo no conhecimento do universo,
Além de si, repousa, ela, semelhante a eternidade epistêmica.
 
O conjunto das determinações pensam o acorde,
O lamento da racionalidade impotente frente ao discurso,
Onde está minha ontologia neste vazio habitado?
Carecendo de participação e de contato extenso, sólido,
O animal errante induz sua essência na mortandade de si.
 
Abstrações de fatos sem objetos intelectuais,
Imóvel, imutável e inseparável realidade concebida,
Como alma, toca o ato dissipando as sombras,
Saciando o destino em contornos reificados pelas linhas;
Figuras matemáticas e corretas, perfeitas em sua soma.
 
O movimento que pulsa advém e obtém vida,
Molda e realiza a direção inflando as qualidades da forma,
Mesmo que a distância seja eficiente, a influência ainda é;
No final da atualização os aspectos polidos reluzem,
Germina o ser em frutos que deleitam a gravidade, magnetismo das folhas,
Transformando-se numa árvore celestial que persevera.
 
É resiliência e depende dos nutrientes da luz,
Do princípio e do fim, mas em respeito prolifera,
Expandindo raízes rumo ao devir último que tudo aproxima.

 

Género: