Tenacidade do dia. Búfalo.

Tenacidade do dia. Búfalo.

 

Estava no ponto! Depois de uma evolução constante de trabalho insone, o volante lhe emanava o berço.

Toc, toc. Retumbou o vidro.

Acorde senhor, urge o preenchimento de seu propósito.

Olá, oi, sim, claro, entre por favor! Respondeu o Búfalo destravando a porta do veículo. Para onde deseja ir?

O fantasma acomodou-se no banco traseiro.

Para onde? Vou ligar a bandeirada! Anunciou em torpor.

O espelho retrovisor entoou. Logicamente, senhora Búfalo, desejo retornar à minha casa. A origem da experiência.

O motorista observou o passageiro de relance entre piscadas rápidas, pesadas e que tudo efetivavam. Entendo. Acelerou. Pode ser para mais ou para menos, do possível ao realizado.

Sim. Comunicou o para-brisa. A maneira como se constroem os viajantes, se não me engano, diz respeito a um modo de vida e cultura da natureza, mas bem, por onde andam os móveis se não por uma mobilidade linear de posições. Não é?

Entre uma curva e uma reta, desceu e depois subiu. É um processo que castiga. A formação, a graduação, pois sabe, lhe conto, uma vez dentro do movimento, o que acaba acontecendo é uma inversão de nutrientes que degradam do inferior que decompõe, a base, que consome, propícia o plasma de espécie. Um lodo bíblico, mas evolutivo e putrefato.

O câmbio rangeu inquieto. Que estorvo, me parece um ruído de pensamento heurístico. Essa inconstância contra a impermanência a serviço da taxonomia dinâmica que não se esgota. Mesmo que seja do semelhante ao semelhante, degenera, pois, um irreversível a um imutável. Seria essa a reprodução? Que blasfêmia.

O senhor Búfalo tamborilou os dedos frente ao semáforo onde a função desaparece. A dimensão considerada, como bem freou, é linear, mas será que isso não é uma biografia do próprio nascimento. Decerto é a morte. Se quer uma autonomia da liberdade, deve abandonar uma paranoia da ciência, que é um impulso sem norte.

Deverás. O banco inclinou. Onde tudo vai dar certo, pode ser um abismo entre a atividade e a ordem. Mesmo que acreditemos que isso faz conexão no reflexo do conhecimento, existem vários graus ortodoxos de disparidade, distintos infinitamente de diferenças. No fim, a grande infinidade infinitesimal é ambígua. Qual é a lei que precede a lei?

A plenitude. Respondeu o condutor. A continuidade. Mudou a marcha. A gradação. Contornou o retorno. Estão entrelaçados no devir, para além da realidade, um ruído outro que é a mesmíssima coisa. Podemos chamá-lo de artificie da inveja. Mas não podemos ignorar sua fertilidade generosa, fecunda, incorpórea e imaginativa.

Ou mesmo atemporal. Indagou a ignição. Convertida na razão lógica inerentemente incompleta. A origem pertence à interminável contemplação sem cortes, mas de abrupto intermédio comparativo, inesgotável e de múltiplas performances. Todas unas e permeadas por abundantes desdobramentos em outros, preenchidas de espaço imenso. Uma primação no caos. Vou descer.

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