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Entrevista do mês de Agosto de 2014: Adriano Alcantra

QUEM É O ADRIANO ALCANTRA?

Adriano Alcantra, um ser pensante, introspectivo e experimental, um ser que constrói através da poesia uma forma de expressão para com o sentido universal da existência, procura junto a ela olhar para as coisas e ver além daquilo que elas são. Adriano é nonsense, é contrário, às vezes louco, calculista, libertino, preso em si mesmo ou largado pelo mundo das ideias.  É com ela, com a arte de poetar que Alcantra pinta no quadro da vida tua própria imagem absurda, mas afundada numa ausência da carne para calçar no sentimento neutro e equilibrado entre sangue e alma uma energia visionária para com a psique. Nele há uma soma de tudo que é real com o irreal, como enxergar o vermelho do por do sol e tocá-lo sem mácula, sim, tocá-lo com os olhos e sentir o indecifrável disto com os dedos, assim é o não é, para ser o inexplorável, o infinito, o tão perto, o distante, o que ama, o que odeia, o que mata, aquele que ausenta-se de si para dar vida a varias vidas...

O QUE SENTIU AO VER OS SEUS LIVROS PUBLICADOS?

No primeiro momento o sentimento que tive ao ver meu primeiro livro publicado pela Corpos foi o mesmo sentimento de um pai quando tem o seu primeiro filho, ou seja, alguém que planta sua semente para a posteridade. Só que o sentimento que prevaleceu foi o do segundo olhar, aquele que me trouxe não um ar de prosperidade, mas sim de neutralidade, o poeta é um veículo que concebe a poesia, depois de concebida ela segue por si só. Meus livros são editados e a partir daí eles seguem pelo indefinido da vida.

 O QUE É PARA SI A POESIA E QUAL SUA IMPORTÂNCIA DA MESMA NA SUA VIDA?

Minha vida é um imenso nada sem a poesia, apesar disto ela não me traz alegria, a poesia não me faz feliz, muita das vezes ela me faz um depressivo, mas não é uma depressão destruidora e sim uma depressão necessária, uma onda de energia interior que alça minha nau cerebral rumo ao continente da criação. A poesia para mim é uma das mais poderosas formas artísticas de expressão e que com ela o ser penetra mundos distantes montado na palavra. O poeta a faz, mas ela não faz o poeta, o poeta tem de saber que a poesia o usa, por isso cada poesia é única, o poeta ganha com isto apenas uma bagagem de experiência do sentido universal e da escrita, mas a poesia egocentricamente caminha por vertentes obscuras da alma, eis a poesia. A poesia é tudo que olhamos, uma mixórdia de coisas que existem com o não existir, é verso, prosa, é vida, é morte, é o outro lado, o simples, o supremo, deus, diabo, luz, escuridão, é o eterno, e o eterno será...

QUE OUTRAS FORMAS DE ARTE O FASCINAM...

Pintura, música (ROCK IN ROLL), desenho, escultura em pedras, experimentalismo, filosofia...

DÊ-NOS UMA SUGESTÃO PARA O POESIA FÃ CLUBE...

Para mim o POESIA FÃ CLUBE representa por si só a arte, assim por si só ela vai se modelando à mordenidade, não preciso dizer mais nada.
 
OBRAS MARCANTES

Além do Bem e do Mal de Friedrich Nietzch, A Lira dos Vinte Anos de Álvarez de Azevedo, An American Prayer de Jim Morrison, Os Últimos Escritos de Jim Morrison, Ulisses de James Joyce, O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde, poesias de Rimbaud, Charles Boudelaire, Verlaine, Cartas a Theo (cartas de Van Gogh escritas a Theo), todos os livros de Fernando Pessoa...

FONTE DE INSPIRAÇÃO:

O tudo.

FILME PREFERIDO: 

Laranja Mecânica.

CANÇÃO PREFERIDA:

Cristal Ship, The Doors.
 
JANTAR PERFEITO

Uma boa conversa.

Comentários

é fabulosa

Palavras cativantes ronilda.

Um abraço,

Adriano Alcantra

Adriano Alcantra... É... O primeiro livro é realmente como  se fosse a chegada do primeiro filho. A poesia é sem dúvida uma  dádiva preciosa que se segue as gerações futuras!

Parabéns!

Bela entrevista!

Abraços!

A poesia sem dúvidas é uma dádiva.

Um Abraço,

Adriano Alcantra