Concursos

  Quer publicar o seu livro de Poesia? Clique aqui.

  Quer participar nas nossas Antologias? Clique aqui.

Apenas vivo.

Estou num caminho incessante,

atribulado, 

confuso

e necessitado da auto-destruição

mutilação contínua de tudo o que está dentro de mim

Não vejo nada, nem quero ver.

Quero estar.

Quero ser.

Viver.

Pelo menos enquanto dá.

Um dia acaba por ser tarde, 

e o que fazemos nós?

Encostamos a um canto e lamentamos

Mas eu não quero lamentar

Nem pelo que fiz

Nem pelo que deixei por fazer.

Então apenas vivo.

Só dessa maneira posso envelhecer. 

De outra maneira, 

matem-me já. 

Se é que aos poucos já me mato. 

Sinto que não há muito que fazer nesta vida, 

depois de haver certeza que já está tudo feito. 

Não há muito para dar, 

quando já demos tudo.

Basicamente é isso, 

chega um dia em que acordamos e já cansa viver

e desculpem este egoísmo, 

há quem o queira fazer e não pode, 

mas para que acordar para a vida

quando a vida vai morrendo para nós?

Crescemos,

mudamos, 

aprendemos, 

E quando damos por nós, 

já pouco existe a fazer;

uns quantos livros por ler

umas quantas mágoas por ter, 

e uma grande dor de cabeça,

a morte à porta.

 

 
Género: