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Chaves da ignorância

As chaves do conhecimento
Trancam a ignorância,
Mas as calamidades
Da arrogância a libertam.

Tento deixar na trinca
Um pouco de lucidez;
Quem dera se a virada
Perceptiva abrisse o mundo.

Liberdade e conhecimento
São as leis antidesalento.
Para ser livre deve-se saber;
Para saber, livre deve-se ser.

E se tudo for um pretexto
De uma tormenta psicológica?
E se as respostas forem fugazes
Para as questões de dentro?

Talvez para ser conhecer
Devo ser um livre ignorante.
Escravo da artística avidez,
Trancafiado na porta solitária.

A chave é nada saber,
A porta é o meu fenecer.
O meu caixão, o meu desejo:
O enterro: o próprio desapego.

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