Como se fosse um sonho

Que mal fez o meu filho, para ter nascido com tanto mal no seu corpo.                           Veio ao mundo como se viesse de ambulância em grande velocidade, as sirenes soavam alertando a chegada de um prematuro. Que mal fizeram os pais em tando desejarem um ser querido, uma flor tímida que corava pela primeira vez para o sol, umas gotas de água para as suas pétalas abrirem para o mundo. O seu sorriso é de um grande pequeno herói que nos leva pela sua corrente, as horas com ele são sempre gratificantes mesmo no tempo mais crítico. Ele é lindo é nosso filho é diferente seu corpo arde de explosão de energia, quente como um vulcão e duro como um potro lusitano. Sem força nas suas pernas mas não perde a vontade natural, de tentar pôr-se de pé, não importa se o chão está frio mas poder sentir como todos os humanos têm direito; quando está a ter uma convulsão o seu coração corre mais rápido que o seu corpo de menino, o seu olhar fica parado a olhar para o nada, sua cabeça entra em choque entre si mesma o seu lábio meigo caído como se tivesse desmaiado; a sua respiração soa nos nossos ouvidos de preocupação, indefesos seguimos à regra a nossa intuição juntamente com a dor, a dor amarga que aperta o peito levado pelo vento. Damos as mãos e vamos até ao fim deslizando em folhas caídas de Outono, por fim deixa-se dormir inocente entra no sono na sua casa imaginária. O barulho vai-se embora por uns tempos e a paz reina outra vez, nos jardins de Primavera

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