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DUETO - POEMA ADORMECIDO - João Murty/Joana Aguilar

FRAGMENTOS - DUETO: João Murty/Joana Aguilar

POEMA ADORMECIDO

Poeta tímido, que te escondes no silêncio cinzento do teu poema
Castrando a inspiração na brandura da tinta dormente do teu verso
Eu moro onde habita a tua dor, nessa estrada que percorre a tua pena
Bebo a água fria do teu lago, onde a inspiração, ascende ao universo.

Poeta sem língua, filho de um poema esquecido
Fustigas o remorso no castigo de uma vida sofrida a sós
Transportas a angústia no choro da tua aura de poeta adormecido
Queres que seja branda essa dor, então, faz da pena a tua voz.

Não te deixes amordaçar no riso humano de estéril substância
Onde o materialismo perdura e se cultiva a ganância
No teu peito aberto, brota a chama e o calor desse poema ardente.

E se tudo vale a pena, então vou seguir os atalhos da tua alma
Sentir a magia do poema adormecido, que desperta nesta manhã calma
Iluminado neste sol cálido, que te aquece esta vida tão só e penitente

João Murty

Poeta do silêncio, filho de um poema inspirado em amor ardente
A tua pena, percorre a estrada em escura intimidade
Com as linhas da dor que se entrelaçam em volta da verdade
Esvazias a inspiração no lago de água fria, tão só e penitente.

Poeta tímido, o meu amor desaguou no teu martírio
Nessa dor que te perscruta e inflamando o universo
Trespassa a morte, vivendo a ressurreição do verso
Em letras sagradas, que ao céu ascendem em delírio.

Liberta-te, sente a magia do dia nas cores puras do encanto.
Declama honra e vida, nestes inglórios tempos malfadados
No teu peito brota, perfume ira e lume, que renova o canto.

Queima a tua angústia nas brasas da razão esquartejada
Num grito de alma que sangra por todos os poetas amordaçados
Acorda o poema incandescente, em letras de cinza imaculada.

Joana Aguilar

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Comentários

Eu amo vocês! Este dueto é maravilhoso!

Abraços!