PÓ OU POEIRA
Autor: IsabelMoraisRib... on Wednesday, 15 June 2016

Quando um dia desses eu for poeira
serei um pouco de nada
serei uma folha levada pelo vento.
Na madrugada invisível sem sorte
ou talvez tenha, visto estar morto.
No delicioso momento do passado
presente das flores que enfeitam a vida.
Enfeitando a morte como um fruto maduro
em sonho esquecido na mente.
Somos isca, somos ego
somos egoístas nesta terra de selvagens.
Eu sou produto deste veneno que bebo.
A morte não é nada, morte absoluta
do corpo, da mente, reza, sorri, vive.
Porque um destes dias eu, tu, ele, será pó
Poeira levada pelo vento como uma folha
invisível do triste ou alegre despojo da carne
da nossa alma que faz o caminho do céu.
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