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RIP Inocência

Hoje, estou cá como pessoa «fictícia». Nada meu, nada vindo de mim parece ser real. Já foi. Outrora. Enquanto ser inocente era real, tudo vindo de mim parecia ser genuíno, cada emoção ou sentimento embutido em cada acontecimento ou momento era quase palpável. Hoje, sinto'me um amestradíssimo fantoche dos meus próprios hábitos, dos meus ideais, das minhas regras, e pior de tudo, dos meus sonhos. Sinto'me uma marioneta de mim mesmo. E pior ainda do que sentir'me escravo dos meus sonhos e refém dos meus medos, é sentir'me impotente perante isso. Não posso recriminar'me, afinal de contas, eu alimentei'os! A todos eles, como animais de estimação, carentes de carinho e atenção. É benéfico nalgumas partes a auto'admoestação, mas não «abusada», caso não a controle pode levar'me ao «auto'martírio», e isso pouco ou nada tem de benéfico.
Em todos os segundos que respiro, os mesmos que vivo mas também os que me matam, em todos eles, eu quero ser mais real do que aquilo em que me tornei... Tão desprezável «ladrão de inocências», mascarado de tantas formas, cada um de nós o conheceu à sua maneira... Quiçá todos nós a tenhamos de volta... Talvez tão vil gatuno um dia, nos devolva a alegria da inocência; de ser real e genuíno sem qualquer ambição, despojado e livre de qualquer restringimento. Por isso insisto, sejamos mais verdadeiros com os outros, mas mais importante, com as nossas próprias essências. Sejamos fiéis àquilo que somos e igualmente àquilo que sentimos. Dessa forma acredito que vivamos uma vida com um maior grau de plenitude. É difícil contrariar os hábitos, porém, é perfeitamente possível. Não passa disso mesmo, de um "hábito". De uma «veste», que se tira e se põe. Tão simples quanto isso.

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