Saudade

A efemeridade da vida condena todo o ser à saudade.

 

 

 
 
 
 
 
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Comentários

quanto mais efémera

menos a saudade

pois esgota-se o tempo.

 

Saudações!

 

_Abílio

Sim, uma boa observação, mas como a vida é efémera, muitos partem, inevitavelmente ou não, antes que nós, condenando-nos à saudade, saudade que dura o tempo que vivermos, embora a vida seja efémera...saudade que muda à medida que envelhecemos... Um dos grandes males do ser humano é que vive a vida como se fosse imortal, se estivesse consciente sempre e não em alguns momentos que a qualquer momento pode morrer, o mundo seria um lugar bem melhor, quando vivemos plenamente conscientes que isto é uma breve história, até a saudade que inicialmente quase nos mata, se transforma numa memória que nos acompanha, uma saudade acompanhada de um até já! Já fui ridicularizada por acreditar no até já e numa energia divina, não sigo nenhuma religião, pois a energia divina ou seja lá o que for, faz parte de todos, mesmo dos que não acreditam em nada e não há ateu que não acredite nela quando está prestes a morrer e os outros ateus dirão que é por medo de ser apenas pó na terra, dirão isso até ao momento que estarão também eles a morrer...a crença numa energia divina existe desde os primórdios da humanidade, não foi inventada...claro que acreditar na energia divina não explica nada, mas por muito que o ser humano tente, nunca chegará à verdade universal, como costumo dizer, a verdade universal não cabe no ser, podemos replicar o big bang e até viajarmos no tempo e construirmos colónias de férias para milionários na lua ou em marte, mas nunca descobriremos a verdade universal, explica alguma coisa o big bang? como surgiu a energia? existe deus, como surgiu? a nossa mente está preparada para este tipo de raciocínio, nunca descobriremos a verdade aqui...acredito que talvez quando morrermos...com outra consciência...