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Temporal

A chuva na tarde cinza
uma dúvida liquefeita
sonhos diluídos

“o que eu tenho feito da porra da minha vida?”

contemplo a água caindo do céu
enquanto me aproximo do inferno,
o inferno das palavras que não são ditas

enchentes, alagamentos...
é a Veneza do cerrado
e eu não sei nadar

não consigo mergulhar no oceano dos fluidos do seu corpo

pseudodeus
sem o néctar da sua saliva
humanifico-me

sou tão frágil à chuva;
muito propenso a resfriados, infecções de garganta, hipotermias
e surtos psicóticos

a chuva é muito triste
colore de cinza a tarde
deixa os olhos nublados

mais um sonho misturado a um destilado barato
diluído

alguns tragos...
tentativa de aquecer o coração durante a chuva

então,
o tempo escrito
transforma-se em
Temporal

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