Desilusão

PRECONCEITO

"PRECONCEITO"
**Fernando Antônio Fonseca

(from Belo Horizonte-MG / Brasil)

PRECONCEITO:

-é olhar a cor da pele, e discrimina-la

-é não saber que a pobreza
não é defeito nem desonra

-é maltratar as mulheres
sem motivo algum

-é ofender os deficientes
e cuspir no rosto dos humildes

-é julgar os outros
sem julgar a si próprio

A CRENÇA

Um dia acreditei

Em coisas maravilhosas

Pessoas todas bondosas

E disso me alimentei

Bem até quando não sei

Sei que o tempo a tudo come

 E entre o que ele consome

Fez de prato a minha crença

Deixou como recompensa

Ver o bem morrer de fome

-

Quem sabe esteja errado

Traduzido em outra língua

E a palavra cause mágoa

A quem ouve em outro lado

Que talvez modernizado

Apagou como ao “latim”

E a humanidade assim

Pede paz e ganha a guerra

No nosso planeta terra

já tentou varrer a areia da praia

Você já tentou varrer a areia da praia?
Já ficou no escuro ouvindo o canto da cigarra?
Já ficou no espelho rindo sozinho da sua cara?
Já dormiu sem ninguém num canto de rodoviária?
Já dormiu com alguém por migalha?
Você já tentou varrer a areia da praia?

Você já tentou varrer a areia da praia?
Já perdeu a hora quando o tempo para?
Já gritou uma palavra até perder a fala?
Já colocou todas as roupas do armário na mala?
A sua casa já desmoronou no meio da sala?
Você já tentou varrer a areia da praia?

GATUNOS DE PORTUGAL

Puta vida, puta sociedade
Somos todos fodidos nesta vida
Sem dignidade, sem respeito
Não somos nada nesta miserável vida
Tenho vontade de fazer explodir
As malditas e mais rudes palavras
Nesta gente sem sentimentos
Sem respeito da vida humana
Malditos que não respeitam ninguém
Nem os velhos ou as crianças
Pobre de quem trabalha para comer
Mas de nada serve lamentar, chorar
Quando espreita a morte, a fome

Jardim de flores mortas

 

Luz dos olhos teus,

tempestade no olhar.

Enigmática carta de adeus,

misturada com palavras tortas de amor.

Boca carnuda nunca beijada,

gosto de mel na língua.

Vento no rosto, lua e flor,

cheiro de terra molhada no ar.

Eram jovens demais.

Ele queria aprisioná-la.

Ela era a liberdade encarnada.

O coração uma gaiola.

A paixão uma armadilha.

O passado uma ilusão.

André Paolucci

 

Ausencia?

Não tenho mais o que lamentar
Não temo mais a sua ausência
Como temia a sua presença
Como temia a sua mensagem
Como temia perdê-la
Agora que me tenho só
Ando pagando pelos dias que a deixei só

Sinto que ainda te amo
Mas não te desejo
Temo que um dia possa te encontrar cara a cara
Mas com que cara a encontro?
E se eu te encontrar com outro cara?
Você não era tão prioritária como é hoje !
Por isso, peço desculpas

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