Prosa Poética
A lisura do tempo
Autor: Frederico De Castro on Tuesday, 12 August 2025
Com lisura o tempo esconde-se por trás das cortinas
Da minha solidão algemada no domicílio de todos
Os lamentos provenientes de uma hora arredia, tão vadia
Por tudo e por nada vicio-me nesta saudade ali confinada
Ao latifúndio das tuas gargalhadas marginais, quase imemoriais
Ah, como serão esplêndidas as manhãs nascendo airosas e integrais
Com lisura o tempo faz defenestrar a luz provinda lá da planície das
A meus pés
Autor: Frederico De Castro on Saturday, 2 August 2025SAUDADE AS ROSAS MEU AMOR
Autor: IsabelMoraisRib... on Tuesday, 8 July 2025Claustros da noite
Autor: Frederico De Castro on Saturday, 5 July 2025Banquete da solidão
Autor: Frederico De Castro on Wednesday, 18 June 2025
Uma alucinante e anárquica solidão flertou cada hora
Que além desgastada, dormita sobre os escombros do
Tempo tão senil, tão envelhecido e quase, quase escarnecido
Numa barafunda de palavras escrevinho meus versos que
Farram numa alquimia de lamentos tão crápulas e desconcertados
Perpassam com afinco os mais espalhafatosos sonhos tão asfixiados
Assim se banqueteia o tempo numa patuscada de uivos e urros escavacados
Silêncio intrínseco
Autor: Frederico De Castro on Saturday, 15 February 2025Que me importa...
Autor: Frederico De Castro on Saturday, 8 February 2025
Que importa se a noite na sua coscuvilhice se intrigue
Com esta solidão matreira, tão indiscreta e leviana
E trame uma daquelas tramóias fuxiquentas e insanas
Que importa se a luz se desnude numa querela de breus
Intrometidos na urdidura dos silêncios alcoviteiros e profanos
E nós dois intrigados nos entreguemos num bailado de afagos ufanos
Que importa…pois que importa, se na saudade eu ainda
Engendre uma lânguida e trafulhenta memória tão sedenta
Penumbras
Autor: Frederico De Castro on Thursday, 16 January 2025
Na penumbra do dia flutua a luz envergonhada e lacónica
Sutura todas as feridas que brotam de uma prece canónica
Num subtil minuto a manhã emborca cada palavra mais icónica
Pelas penumbras da solidão almofada-se um afago truculento
Impelente e propulsor cada eco sedimenta minhas ânsias opulentas
Alimenta a mais nítida e translúcida luminescência quase rabugenta
Impelido por um espalmado silêncio adita-se à solidão um verso perspícuo









