A Poesia Quase Esquecida!

Em todo lugar existe história...
Independente do paisagismo
Haverá sempre uma poesia notória
Quase que esquecida! Solitária...
Gritando aos surdos para ser escrita!
Do lado de lá de sua glória!...
E poucos na vida lhe botam a vista.
 
A Poesia...
A corja pouco se importa que ela seja!
Faz que nem vê! O valor do cântico surgido das centelhas mentais...
Ou como a escada está bem encaixada com a mesa

Quanto Tempo Ainda Tem África?

África palco!...
A grande alma avermelhada;
Das guerras civis
Das etnias manchadas...
 
África das nossas crianças
Brincando com as armas...
Com ódio na chaga
Dos genocídios em massa.
 
África ouro!
África das ruínas...
Sem esperança
Se suga e é sugada.
Mal administrada
Reduzida a prantos e tantos
Tantos vivendo sem nada.
 
África palco!...

O Soneto dos Cigarros

Dois corações num tudo surgido do nada!
Visionários! De todos os lotes de lugares-comuns...
Duma maneira espantosa e mal-educada
Os dois corações num tufo aflito! Uma espada!...
 
Duas bocas de dentaduras de dentes de nada!
Desesperadas! Na ilusão. A valer de vento...
Na maneira marginal das bocas desbocadas!
O Romancista colorindo o mar de tormentos
 
Dois cigarros e um compromisso de hora marcada.

Lá Se Ia!

Lá se ia! Manquejando e sobrevivendo
O pão de cada dia era fruto da sorte
Lá se ia! No marasmo de sua evolução
O cansaço de sua espécie era sinal da morte
 
Mas lá se ia!... Obumbrado. No sereno da noite
Nunca sabia (No que o acaso lhe resultaria)
Oceano! A vastidão que comprovava o que não conhecia
E talvez nunca ninguém seria... Mas lá se ia!...
 
Pudera o homem ser o oceano um dia
E nascer de seu erro uma nova tentativa

O Eterno Conflito Pelo Conforto!...

Calendários e aparelhos.
O caos do cálice do Veneno!
Servido e estabelecido.
O cálice do Veneno
Servido a todos nós!...
Restos
Restos braçais...
Pó.
 
tem para todos,
tem para todos,
tem para todos.
E é de GRAÇA!!!
De graça...
A mordaça.
Imposta. Proposta...
Às fileiras e fileiras
De vítimas embaralhadas
Beeeeeeep-Beeeeeeep!!!
...

O Caos Da Globalização!

As empresas e os empregos.
As despesas e os despejos.
E a cidade cor de cinza
Da pobreza e dos desejos...
 
Prédios e elevadores
E uma constituição.
Na bolsa de valores
Gastou com poluição.
 
O lucro e a renda...
A moeda e a inflação.
O Ministro da Fazenda
E uma fraca educação.
 
A oferta e a procura.
O protesto e a petição...
Tão distantes de uma cura

Enigmas de Lata!

Pense bem,
Se hoje fosse seu dia inicial
E a corola da flor
Outra vez completa!
(Todas aquelas pétalas que já secaram
Vivas e perfumadas
Dentre o verde do quintal!...)
 
Se tivesse tudo em mãos
Para novamente começar...
Ponderar cada erro sem brigar
Sem ferir nem se machucar.
 
Pense bem,
Desde lá o primeiro degrau!
Reaprender a caminhar...
O colo carente e a colher de pau

Em Busca da Sabedoria

Acordo de meu sono eterno
Dois mil anos e não lembro de nada.
Dois mil anos contados depois de Jesus
Mas aqui estou, de corpo alma e gravata.
Isto aqui é real! Isto aqui do agora carnal
Sei que nada sou como a nada cheguei.
Nada mudou como nada sei...
Sua verdade absoluta cá para mim é opinião.
O poder corrompeu-se em vidas passadas
E das vezes que morri não lembro de nada.
Mas tenho aqui minha jornada.

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