Depois Que Conheci Meu Sonho...

Sei, eu era um cara influenciado.
Minha justiça era a do momento...
Andava sempre muito apressado!
Do outro lado do meu talento
 
Mas se tem uma coisa
Que por muitos é esquecida
É coisa de valor!...
Toda minha fé, nessa coisa ponho!
Eu parei de reclamar da vida
Depois que conheci meu sonho...
 
Parei de observar as pessoas da minha televisão
Naquelas cenas que pareciam mágica!

Século Vinte e Um.

Século vinte e um!
Século da informação!
Da tecnologia de ponta!
Da evolução da espécie!
Da inteligência artificial!...
Tudo se modificando
Mais depressa! Uau!!...
Século vinte e um
E o nosso jogo
Cada vez mais animal...
 
Século vinte e um!
Obrigado, economistas-Deuses!
A globalização untou mesmo os nossos comércios...
E as nações juntaram-se em blocos!

Todo Mapa Que Vivi!

Quando eu era criança
Achava que tudo no mundo
Estava na minha dança!
E esse tudo era um misto-mudo
Do meu dia-a-dia
E da minha andança!...
No meu momento
No meu assunto
Com a minha esperança...
 
Quando eu era criança
Tudo se adaptava!...
Confiante nisso eu andava
Dominando as ruas
Passo por passo eu dava!
Porque naquela época
O passo por mim falava...
 

A Poesia Quase Esquecida!

Em todo lugar existe história...
Independente do paisagismo
Haverá sempre uma poesia notória
Quase que esquecida! Solitária...
Gritando aos surdos para ser escrita!
Do lado de lá de sua glória!...
E poucos na vida lhe botam a vista.
 
A Poesia...
A corja pouco se importa que ela seja!
Faz que nem vê! O valor do cântico surgido das centelhas mentais...
Ou como a escada está bem encaixada com a mesa

Quanto Tempo Ainda Tem África?

África palco!...
A grande alma avermelhada;
Das guerras civis
Das etnias manchadas...
 
África das nossas crianças
Brincando com as armas...
Com ódio na chaga
Dos genocídios em massa.
 
África ouro!
África das ruínas...
Sem esperança
Se suga e é sugada.
Mal administrada
Reduzida a prantos e tantos
Tantos vivendo sem nada.
 
África palco!...

O Soneto dos Cigarros

Dois corações num tudo surgido do nada!
Visionários! De todos os lotes de lugares-comuns...
Duma maneira espantosa e mal-educada
Os dois corações num tufo aflito! Uma espada!...
 
Duas bocas de dentaduras de dentes de nada!
Desesperadas! Na ilusão. A valer de vento...
Na maneira marginal das bocas desbocadas!
O Romancista colorindo o mar de tormentos
 
Dois cigarros e um compromisso de hora marcada.

Lá Se Ia!

Lá se ia! Manquejando e sobrevivendo
O pão de cada dia era fruto da sorte
Lá se ia! No marasmo de sua evolução
O cansaço de sua espécie era sinal da morte
 
Mas lá se ia!... Obumbrado. No sereno da noite
Nunca sabia (No que o acaso lhe resultaria)
Oceano! A vastidão que comprovava o que não conhecia
E talvez nunca ninguém seria... Mas lá se ia!...
 
Pudera o homem ser o oceano um dia
E nascer de seu erro uma nova tentativa

O Eterno Conflito Pelo Conforto!...

Calendários e aparelhos.
O caos do cálice do Veneno!
Servido e estabelecido.
O cálice do Veneno
Servido a todos nós!...
Restos
Restos braçais...
Pó.
 
tem para todos,
tem para todos,
tem para todos.
E é de GRAÇA!!!
De graça...
A mordaça.
Imposta. Proposta...
Às fileiras e fileiras
De vítimas embaralhadas
Beeeeeeep-Beeeeeeep!!!
...

O Caos Da Globalização!

As empresas e os empregos.
As despesas e os despejos.
E a cidade cor de cinza
Da pobreza e dos desejos...
 
Prédios e elevadores
E uma constituição.
Na bolsa de valores
Gastou com poluição.
 
O lucro e a renda...
A moeda e a inflação.
O Ministro da Fazenda
E uma fraca educação.
 
A oferta e a procura.
O protesto e a petição...
Tão distantes de uma cura

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