O Eterno Conflito Pelo Conforto!...

Calendários e aparelhos.
O caos do cálice do Veneno!
Servido e estabelecido.
O cálice do Veneno
Servido a todos nós!...
Restos
Restos braçais...
Pó.
 
tem para todos,
tem para todos,
tem para todos.
E é de GRAÇA!!!
De graça...
A mordaça.
Imposta. Proposta...
Às fileiras e fileiras
De vítimas embaralhadas
Beeeeeeep-Beeeeeeep!!!
...

O Caos Da Globalização!

As empresas e os empregos.
As despesas e os despejos.
E a cidade cor de cinza
Da pobreza e dos desejos...
 
Prédios e elevadores
E uma constituição.
Na bolsa de valores
Gastou com poluição.
 
O lucro e a renda...
A moeda e a inflação.
O Ministro da Fazenda
E uma fraca educação.
 
A oferta e a procura.
O protesto e a petição...
Tão distantes de uma cura

Enigmas de Lata!

Pense bem,
Se hoje fosse seu dia inicial
E a corola da flor
Outra vez completa!
(Todas aquelas pétalas que já secaram
Vivas e perfumadas
Dentre o verde do quintal!...)
 
Se tivesse tudo em mãos
Para novamente começar...
Ponderar cada erro sem brigar
Sem ferir nem se machucar.
 
Pense bem,
Desde lá o primeiro degrau!
Reaprender a caminhar...
O colo carente e a colher de pau

Em Busca da Sabedoria

Acordo de meu sono eterno
Dois mil anos e não lembro de nada.
Dois mil anos contados depois de Jesus
Mas aqui estou, de corpo alma e gravata.
Isto aqui é real! Isto aqui do agora carnal
Sei que nada sou como a nada cheguei.
Nada mudou como nada sei...
Sua verdade absoluta cá para mim é opinião.
O poder corrompeu-se em vidas passadas
E das vezes que morri não lembro de nada.
Mas tenho aqui minha jornada.

Vida

A vida é uma passagem.
A vida é uma história.
A vida é uma vantagem
A vida é transitória...
 
A vida é paisagem.
Que embeleza os campos e mares
Por onde andamos enquanto nos percorrem os anos...
- Por quantos dias?
Ninguém o sabe.
É que à vida tudo cabe...
 
A vida é uma viagem.
A vida é uma lembrança.
(Lembra-te quando criança?)
Quando a vida era esperança

Cada

Cada momento, cada moinho.
Por cada vento uma brisa se vai.
Qual fosse o tormento ou o gole de vinho
Seria um bom tempo e traria a paz...
 
Cada momento um tambor sozinho
Que bate grave e não volta jamais.
E se disfarçando de um falso ninho
Por quem mais se ama e se satisfaz.
 
Cada momento (cada espinho)
Que testa o limite do sonho que traz
Denota o erro em cada mansinho
De cada relento, de cada capaz!

Os Primeiros Anos!

Uma tarde livre.
O sol fúlgido e grave
Mas o sol feliz.
Amigos para sempre! Grave...
Eu fui feliz.
 
Ah! Os meus primeiros anos
Canduras e travessuras
Marquei meu corpo em lanhos
Caramba! 
Asas longas, dia longo...
Em tudo se achava o brilho.
O trilho;
O tombo;
O vento; e um canto.
Comprazer e com encanto!
 
E no tempo que haveria de vir

Tristeza (A Masmorra Imaginária...)

A tristeza é um castelo de pedras
De onde só se é possível enxergar
Pela finíssima fenda das seteiras.
Cercado de relvas
E ruínas certeiras...
Armário sem portas
Uma flecha para o céu!...
Armário de madeira
Isola-se o homem
Sem eira nem beira...
 
A Tristeza iça as pontes;
Seca o fosso;
Ocupa de vazio
E de frio sem fogueira.
 
08 . 05 . 2014

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