ALGEMAS DO AMOR

                                              ALGEMAS DO AMOR

 37      Soltei-me por um momento e fui correndo encontrar meu amor.

                               Um abraço, um carinho e um calor...

                 Estou novamente algemada nas algemas do amor!

                                         Continuo na prisão...

                                        Por uma boa causa

                                   Poupando meu coração.

                   Encontrava meu amor, em encontro pela saúde...

A escolha é da vida

Como é difícil a escolha:
Ter alguém que colha
Conosco o que plantamos
Nesta vida de fandango criminoso
Ou viver para o "crime"(?);
Solto, só e livre.
Sem sofrer o suor suado pelos outros.

Viver amado,
Mesmo que por poucos
Ou viver enxovalhado
Por aqueles cujos roubos
São maiores dos que os de um condenado?

A escolha é vivida,
Poucos chegam a escolher realmente.
É à medida que a vida se torna vida
Que se descobre verdadeiramente
A escolha escolhida.

100 palavras

Jorge abriu a porta do alfarrabista e um cheiro húmido invadiu-lhe a mente.
- Boa tarde. Bradou uma voz rouca do seu interior.
- Boa tarde.
- Então o que o traz aqui?
- Procuro um conto.
- Sim, mas de que tipo?
- O que procuro deve ter cem palavras.
- Que especificidade.
- Pois sim, tem alguma coisa?
- Huummm, deixe ver.
- Agradeço que veja se não tem por ai algum guardado.

valhala

Passeio por entre a névoa que me esfria a alma.
Sepulturas ladeiam meus passos.
Procuro-te na solidão fria da noite.
Teu corpo jaz sob a fria lápide.
Desejo o teu beijo mórbido e frio.
Abraça-me.
Vêm, envolve-me em teus braços.
Sentes o meu coração sangrar?
Em breve estaremos juntos.

Quando o tempo

Quando o tempo deixar de ser tempo
E eu estiver adormecido...
Vem me visitar de quando em vez
Olharás para o relógio de ponteiros entorpecidos
De um tempo que não passa...e me deixarás
E nunca voltarás!!... quando eu acordar...
Levantar-me-ei e correrei nos céus ...até que morras também
Se tu não estiveres para me abraçar
Procurarei os braços de alguém
Em busca de acalentar a alma
Que interessa que te tenha deixado
Ou que tenha morrido ...sem te escrever uma carta de amor

Dialética do sentir

Dialética do sentir

 

 

 

Vem, vem comigo

Vamos descobrir a dialéctica de um dia de nevoeiro

Vamos olhar o firmamento

E sentir o orvalho no rosto

Talvez penses, que não á filosofia num dia de nevoeiro

Que será apenas mais um dia de nevoeiro

E que o firmamento não tem nada que admirar

Porque não se avistam as estrelas

Mas se olhares com atenção perceberás

Que elas estão lá cintilantes

E o nevoeiro tem a sua beleza

Quando surge o orvalho no teu cabelo.

 

 

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