Na Tua Ausência
Autor: António Cardoso on Wednesday, 23 July 2014O vento sopra e as folhas caem ao chão,
A chuva percorre o passeio onde só caminha a solidão.
Está tão frio que chega a ser difícil aguentar,
O vento sopra e as folhas caem ao chão,
A chuva percorre o passeio onde só caminha a solidão.
Está tão frio que chega a ser difícil aguentar,
(Ou a queca que nunca dei)
Sabemos que temos um amigo quando estamos com alguém e, embora não tenhamos assunto para falar, o silêncio que se gera não incomoda, mas é na verdade íntimo, fraterno, confortavelmente relaxante e apaziguador.
Há dias em que
mais valia
cair
morto.
Para
não mais
levantar.
Mas não tenho
onde possa
tombar
morto,
Onde possa
enfim
deitar.
Estou preso.
Sei que em liberdade
Mas uma tão triste
Que, vinda p'ra ficar persiste
Em me camuflar a verdade.
Que seja então ignorante
Esta não longa passagem,
Seja somente relevante
De todas, a minha melhor miragem.
Porque não sei o que sou
Nem prevejo quem quererei
Persigo o passado que passou
De vida real que abdiquei.
E é isto, do tudo, o que sei
Acerca deste fracasso
Que outrora foi rei.
E no dia em que menos viva
O assombro desta passagem
Amo demais as minhas palavras!
O poema ri-me na cara!
Solto-o ao vento da madrugada
e limpo a cara molhada