O Idealismo Alemão - Parte V

A Crítica da Razão Pura
 
Antes de tudo é importante assinalar que o termo “Crítica” não tem o significado que vulgarmente lhe é dado; ou seja, não se trata de um sinônimo de “censura”. Kant não ataca a Razão Pura*, ao contrário, enaltece-a por julgar que se trata de uma forma de conhecimento que está isento de qualquer contaminação proveniente das imperfeitas captações feitas pelos Sentidos (tato, visão, audição, paladar e olfato).
 

DO QUE TERIA EU SEM TI

“Cavalheiro, nossas diferenças são tantas, você tem tudo, e eu nada tenho. Nós pertencemos a mundos distantes que jamais se unirão”.
Essas palavras penetraram o coração do cavalheiro e o sangraram lentamente enquanto as águas corriam despreocupadas sob a ponte onde estavam.
A moça então virou de costas e começou a andar, deixando o cavaleiro com as lágrimas dele e cultivando a suas próprias. Contudo, pouco antes da moça sair da ponte onde estava, ela sentiu seu pulso ser firmemente agarrado, e então puxado para o outro lado da ponte.

caminho

Sente-se o caminhar
sobre ladrilhos dourados
despe-te, ama
entra, a chuva é intensa
vive, ama, amar-te-ei
no jardim, cravos murchos
pétalas caídas.
Leva-me, deixa-me navegar
posso-te amar, tenho-te
desejo-te, depois tudo passa.
Queria ser como tu
adorar-te-ei até ao fim
enfrentarei minha sombra,
serei alguém, viverei para
te proclamar, aconchego-me,
fogo crepitante, doçura

Ibéria

Fizeram-se incertas as dores
e improváveis as angústias,
pois eis que chega com a Lua
o gitano riso de Carmen
enquanto na terra
do fidalgo da Santa Transcendência
revivem nos versos de Lorca
os verdes desejos
da paixão renascida.

                    Para a Musa

Referências a Carmen de Bizet, Frederico Garcia Lorca e Dom Quixote.

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