Perpétuo é o paraíso de vosso único corpo

Perpétuo é o paraíso de vosso único corpo,
Que por toda vida muito o viemos desejar,
Embora sempre nosso coração tanto alvejar,
A queremos no seu interior que mendiga louco.

Façam mil clones de vós; mas ainda será pouco,
Se mais mil darem-nos para possuir e farejar;
E mais outros mil de vós nosso desejo vir forjar,
Olhos nossos não radiarão; o coração tampouco.

Perpétuo até é o sabor do vosso doce linguajar,
Que contam perpétuos segredos de vossos lábios,
Que dilaceram nossos ouvido com vossa vaga voz.

Rebelde

Muito tempo  passou, desde que o passado passou.                                          

Rebelde sem causa fui eu,             

Calça rasgada, cabelo em desalinho.                                                        

 Vida bandida eu achava...

Gostava!

Jogava com a sorte, brincava com a morte.

E a morte minha companheira, enquanto cortava estrada!

NEM MAIS UMA PALAVRA

ARMAS LETAIS

 

Filho, volta cedo,

O mundo está cheio

De monstros reais.

Nunca é demais,

Precaução e zelo;

Acho que esse anseio,

Herdei de meus pais.

Devagar rapaz,

A pressa é atropelo,

Haja com respeito

Aos ideais alheios.

Pense no que faz,

Fuja de si mesmo,

Ódio e preconceito

São armas letais.

Somos tão normais

Quanto nossos erros.

Mas ao cometê-los,

Já não dará mais

Para voltar atrás.

 

 

SOMBRA DE UMA TRAIÇÃO

Escrevendo Coisas

Escrevendo Coisas

 

Um poeta escreve coisas da alma, coisas que os olhos não vêem. Nem sempre o que o poeta escreve é o que está vivendo, porém por certo está vivenciando. Controverso? Sim, pode ser, mas é isso. Um poeta escreve as dores da gente, sendo que as dores não são pros olhos, são coisas do coração, e dessas coisas um poeta entende, então escreve coisas.

 

Charles Silva

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