Precisão

Precisão
(Mauro A Evaristo)

É preciso pensar direito,
Evitar as filhas gêmeas do preconceito
A coletiva induzida da Ignorância
Que está sempre ao lado da Intolerância.

É preciso nesse momento urgente
Proteger do melhor modo nossa mente,
Buscar formas práticas e inteligentes,
Evitar cada um ser inconsequente.

É preciso uma nova forma de pensar
Pra que não voltem nos enganar,
Ficarmos atentos aos comandos

A luz brilhante dos meus dias

A luz brilhante dos meus dias
(Mauro A Evaristo)

Assim que aventei a possibilidade
Que você (sei lá de onde) voltaria
Toda a minha realidade
Brilhou de tanta alegria.

Assim que aventei que depois de anos
Você sem sequer um aviso voltaria
Todos os meus desenganos
Murcharam frente tanta alegria.

Assim que aventei que você
É toda a minha razão de viver
Não volta pois já é minha energia

As agruras dos que me fazem sofrer
Perderam-se sem nenhuma fidalguia
Pois, és a luz brilhante dos meus dias.

Rio de mim

Rio de mim
(Mauro A Evaristo)

Sempre que posso eu rio de mim,
Rio de janeiro, fevereiro e março,
Gargalho nos desertos a jardins,
Alô, alô, Realengo! Aquele abraço!

Ser gentil é um gesto belo,
Belo Horizonte é muito mais,
More em cortiço ou castelo
Importa é por dentro estar em paz.

Eu rio de mim sempre que posso,
Rio de janeiro, fevereiro e março,
Alô, torcida do América, aquele abraço,

Eu vivo em paz, comigo, com o que gosto,
Meses passam no meu rosto,
Alô, alô, BH, eu te amo sem embaraços!

A máquina da ilusão

A máquina da ilusão
(Mauro A Evaristo)

A máquina de ilusão
Continua causando divisão
Uns brigam pelo menos pior
Outros sequer sabem o que é melhor!

Assim segue toda uma nação
Onde o mais ilustre cidadão
Se destaca sem ter o livro na mão
Exemplo mor de geração a geração.

E eu aqui dentro do ônibus
Indo tendo que ir bater o ponto
Talvez o meu placebo pra não me iludir

Enquanto vejo da alegria ao desencontro
Os que crêem sem verem o que vai surgir
Jogo contínuo cada um tem seu peso em si.

Mães Coragem

A máquina da ilusão
(Mauro A Evaristo)

A máquina de ilusão
Continua causando divisão
Uns brigam pelo menos pior
Outros sequer sabem o que é melhor!

Assim segue toda uma nação
Onde o mais ilustre cidadão
Se destaca sem ter o livro na mão
Exemplo mor de geração a geração.

E eu aqui dentro do ônibus
Indo tendo que ir bater o ponto
Talvez o meu placebo pra não me iludir

Enquanto vejo da alegria ao desencontro
Os que crêem sem verem o que vai surgir
Jogo contínuo cada um tem seu peso em si.

Mães Coragem

Mães Coragem
(Mauro A Evaristo)

Este soneto é para celebrar
A persistência da Mãe Coragem
A mãe que o sistema tenta calar,
Mas não afeta sua imagem!

Este soneto é para todas as mães Coragem
Que os filhos mortos não puderam falar
Que o Amor de Mãe é a maior mensagem
Que chega em qualquer lugar.

Este soneto também é um lamento
Aos homens que disputam o poder
E não fazem nada pelos que estão a morrer

Preterido

Preterido
(Mauro A Evaristo)

O flautista de Hamelin,
Os cantos das sereias
Não têm seus efeitos sobre mim
Não mais me meço por réguas alheias.

Nesta sociedade de valores invertidos
Onde quem trabalha é preterido
Em detrimento a notórios bandidos
E há quem aplauda, ache bonito.

Hoje olho para o lado e me assusto
Com a precariedade dos discursos
E tento em vão a muitos dizer

Que a humanidade está a um pulo
De não mais acordar para perceber
Que existe poder infinito em todo ser.

Outras rendas

Outras rendas
(Mauro A Evaristo)

Se tem lugar onde tem trabalho
É nos supermercados
Daí vir a ser valorizado
Desconheço tal abençoado.

Dizem que no fantástico mundo de Bob
Ou até na ilha da fantasia
A meritocracia também ilude o pobre
Que não vê recompensa no dia a dia.

Dizem que na tropa dos lanternas verdes
Ou mesmo o miranha pintando as paredes
O sucesso é enfrentar os medos,

Evitar as guerrilhas nas redes,
Acreditar e trabalhar em segredo,
Ter outras rendas, independe do emprego.

Outros animais

Outros animais
(Mauro A Evaristo)

Enquanto o povo briga nas redes sociais
Chamando-se burro, gado, outros animais
Eles brindam nas festas dos vorcaros
Com o dinheiro dos aposentados.

Enquanto digladia nas redes sociais
Chamando-se burro, gado, outros animais
Eles se locupletam nas festas dos vorcaros
Com dinheiro dos que "se matam" no trabalho.

Enquanto isso na mesma galáxia
Distintos ofendem com suas falácias
A fim de se consagrarem no poder

Pages