ERA VERMELHO
Autor: Carlos Lopes on Wednesday, 18 February 2026O rapaz, sangue em levante,
Ela, o riso ao livre vento,
Eram febre faiscante,
Carne viva e rutilante,
Sem pesar no pensamento.
Vinha a febre da loucura
Sem saber o amanhã,
Mastigavam a ternura
Como fruta em polpa mura,
Como a brisa da manhã.
Era o golpe contra a sorte,
Só a fúria da alegria;
Ter o mundo, ter a sorte,
Num abraço, o laço forte
Que o amor fortalecia.

