O amuleto do desajeitado
Autor: Afonso Pinheiro on Saturday, 20 December 2025A mecânica da vida
Autor: Afonso Pinheiro on Saturday, 20 December 2025Água bailarina que me contenta
Autor: Egas de Souza on Saturday, 20 December 2025Água bailarina que me contenta
O fervor de um desejo não concebido,
Onde teus passos sobre a lava
Revivem a minha cega retina.
Eleva-me a onde nenhuma alma
Jamais sonhou, mas outrora crava.
Uma, só uma e apenas uma
É a carnal tentação que me move...
O teu movimento, o teu toque
O teu sorriso e o teu esplendor,
Será real ou é só ilusão?
Ou solene sonho de conhaque?
Não, pois eu vi a tua diversão
Fogaz, evocadora de trovão,
E não cravo outra senão única
Mulher que me despertou.
o orifício da morte
Autor: António Tê Santos on Friday, 19 December 2025os pleitos antigos emergiram da escuridão para me inundarem com os seus vigorosos traumatismos; com os seus sentimentos de vingança; com as suas algazarras danosas que bloquearam os meus desempenhos fulgentes.
o orifício da morte
Autor: António Tê Santos on Friday, 19 December 2025eu descobri a poesia no início duma era salubre onde testemunhei o seu impacto; as suas interações com o meu pranto e com o meu regozijo; com as minhas memórias desgrenhadas; com os meus argumentos intelectuais.
o orifício da morte
Autor: António Tê Santos on Thursday, 18 December 2025a poesia esculpe a alma humana com destreza: sustenta-a com regozijo e generosidade; revoluciona o mundo numa escala condensada; luta contra aqueles que a tentam silenciar através dum materialismo exacerbado.
o orifício da morte
Autor: António Tê Santos on Thursday, 18 December 2025a evolução dos afetos na crosta deste mundo implacável faz-nos desejar a rodagem da vida fora dos circuitos normais; fora dos templos caseiros onde se engendram desgraças; onde as perturbações são fruto da instabilidade humana.
o orifício da morte
Autor: António Tê Santos on Thursday, 18 December 2025rejeito as imposturas que se exibem nos teatros humanos, as discórdias infecundas em busca da supremacia, os devaneios pungentes em busca da temperança e da indulgência, os amplexos falseados das crenças ultrapassadas, as poses insolentes daqueles que governam as multidões.
o orifício da morte
Autor: António Tê Santos on Thursday, 18 December 2025aqueles que impedem as tréguas humanas são pérfidos agentes duma história que deseja sair do tempo dos assassinos; são referências duma era que deverá ficar para trás nos nossos pensamentos e nas nossas ações; são energúmenos que assombram os lugares que habitamos.
