as minhas garras de metal
Autor: António Tê Santos on Friday, 6 February 2026insisto numa poesia ordenada e vivaz que contenha os temperos duma arguta decisão: recolher as intrigas dos outros para depois expeli-las com o timbre dos meus pensamentos; agregar a mim uma postura que oblitere os veios da falsidade dominante.
as minhas garras de metal
Autor: António Tê Santos on Friday, 6 February 2026gravo na alma as controvérsias em que participei para modelar o meu futuro; para que os meus lapsos gritantes não voltem a acontecer; para que as ondas nocivas da vida não me voltem a atingir; para que a minha fascinante liberdade possa construir o seu abrigo.
as minhas garras de metal
Autor: António Tê Santos on Thursday, 5 February 2026transporto o ressentimento para outra dimensão onde ele é substituído pela harmoniosa textura dos meus afetos; pelos lugares transcendentais onde eu respiro poesia; pelo respaldo da bem-aventurança que dissolve os meus gemidos pungentes.
as minhas garras de metal
Autor: António Tê Santos on Thursday, 5 February 2026o pilar da razão escorraça as emoções viciosas para o monturo da nossa lembrança; atravanca os nossos preconceitos com ideias renovadas; remove as nossas agruras com pensamentos sagazes; ergue o pedestal da nossa alegria.
as minhas garras de metal
Autor: António Tê Santos on Wednesday, 4 February 2026revolvo a minha vida para patentear as ideias que defendo: com palavras que subvertem aquilo que me rodeia; com expressivas remoções do tédio para que ocorra a harmonia; com mensagens contundentes.
as minhas garras de metal
Autor: António Tê Santos on Wednesday, 4 February 2026todas as janelas se voltam para o passado para que eu possa fintar as suas intempéries; para que as minhas dádivas poéticas sejam compatíveis com o sofrimento que dele advém; para que os indícios desalmados da minha vivência prescrevam de vez.
as minhas garras de metal
Autor: António Tê Santos on Wednesday, 4 February 2026também choro quando atento nas lágrimas das pessoas: nos seus trágicos enlaces e na profusão de mágoas que elas regurgitam; na miséria acumulada no sótão das suas consciências; nos seus novelos de sofrimento.
as minhas garras de metal
Autor: António Tê Santos on Wednesday, 4 February 2026construí um abrigo para me proteger das hostilidades; das lutas intensas que submergiram as minhas ambições; dos encargos acumulados no meu pensamento; dos conselhos falseados das outras pessoas; das paródias acesas pela minha imaginação.
Cortina de fumaça
Autor: Mauro Antonio E... on Tuesday, 3 February 2026Cortina de fumaça
(Mauro Fera Da Poesia)
O país que mais tem religião
É o mesmo que falta em educação,
Falta compromisso com instrução,
Falta respeito, hierarquia, retidão.
Os que toda hora falam de Deus
São os que mais exploram os seus,
Servem outros donos ou propósitos,
A fé do povo é o mais rentável negócio.
Os que deturpam acusando outros
Se vangloriam usurpando o de todos
Sem olharem as necessidades do povo

