ÀS TUAS PORTAS INCÓLUMES

Musa do beijo que nos encaixa
Pólvora pura, pavio do desejo
Queima-me inclemente os membros
Fixa-me tuas memórias na carne sobressaltada.
 
Mesmo sendo íntimo do teu amor
A cada visita ao teu corpo
Minha insígnia refestela-se na tua ávida carne
A melodia, o licor, a renovação arrebatada pela paixão.
 
O coletivo dos meus sentidos, à tua vontade insubmissa;
Em resposta à busca dos bons-bocados
Deixo-te meu gosto.
 
Abro tuas portas incólumes
Tomo o que é meu desde os teus lapidados pés
Degusto pródigas revelações de quem quer ser sempre redescoberta.
 
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