“Calle Varisco”

Não paro de pensar na tua pessoa.

Quererei eu vaguear pela tua alma

Como uma rua em Veneza?

 

Esta amargura em que eu penso estar

Nunca para uma poeta morta será boa.

Será como morrer duas vezes a amar

Sem ter sequer explorado tamanha beleza:

Pura riqueza

que me enche o baú

De sonhos e esperanças,

duas crianças,

tudo sobre a minha mente…

os meus olhos.

 

Quem não mente, não ama.

 

Escrito na cama,

O teu nome vibra no escuro.

És cor vermelha no mar.

 

Como o meu corpo ama, 

mas sente calado,

é apenas um falso mudo

que ainda não teve a bravura de se expressar.

 
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