Acesso

O que leva e traz… leva e traz, invariavelmente.

O vento que lá ventou, aqui é conforme e também já soprou as suas

alcovitices, inflou os balões da mexeriquice e trouxe ais e uis de risadas,

deboches, ironias e um qualquer anúncio, à risota, sobre caras, vincos e assins.

Portanto, para descanso da alma e branquejar do avalio próprio,

quer dizer, do carácter, é imperioso entender que não se leva para

a vida o que vem amasiado com os copos.

As mesas de congratulações, assoberbadas de borbulhâncias à

descrição, têm olhos e… bocas, muitas bocas. E mais copos.

A depender do quanto vai a dentro, até para extroverter tão benfazeja

existência, faz-se papel de tolo... aqui, acolá, aonde quer que cante ou conte o vento.

Ou o que leva e traz.

Ninguém fala de alguém sem motivo. Nem bem!

WAndrade - 10/2016

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Comentários

Belo texto,,,que traz e leva

a meditações profundas do nosso ser

Abraço poético

FC

Olá FC, agradeço imenso a delicadeza de ler e comentar o texto.

Um abraço,

Wania