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Alma solitária

 

Ó alma solitária, outrora envaidecida,
com amor tão grande a que foste torta,
Olhas a tua vida triste e desflorida,
Sentes o desespero a bater-te à porta?

Verás que sou pessoa que ninguém suporta!
Ouvirás o som trémulo da minha voz ferida
Sentirás como está rouca do que nem importa,
E as minhas frases tristes de repúdio à vida.

E se estiveres a sofrer alguma inquietação,
Da incómoda pessoa, que deixa doces sinais,
Que um passado feliz pôs em teu coração...

Lembra-te que o sonho dele não existe mais,
Que esta pode ser a última recordação
De um doido de amor que te amou demais...

 

JAMOR

 

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