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ANDARILHA

NUMA MANHÃ DE INVERNO, EU A VI.
ERA NEGRA, COMO A NOITE SEM LUAR!
VESTIA-SE... SEI LÁ!
ESTRANHA DIRIA EU!
NÃO TIRAVA SEUS OLHOS DE MIM.
E ALI, NO MOVIMENTO INTENSO DA VIA!
SÓ EXISTÍAMOS NÓS.
EU DE UM LADO DA RUA ,
E A NEGRA CRIATURA DO OUTRO!
VIA-SE QUE DORMIRA POR ALI MESMO.
QUEM SABE NA CALÇADA !
OU SEI LÁ !
TINHA POR CIMA DE SUAS VESTES,
COBERTA VERMELHA COMO SANGUE!
MUITO LIMPA.
TALVEZ ISTO, TENHA CHAMADO MINHA ATENÇÃO .
NÃO SEI. MAS COM TODO ESTE MISTÉRIO FIQUEI,
DAQUELE ROSTO SAIU,
O MAIS INTENSO OLHAR QUE JÁ VI!
E NUNCA MAIS ESQUECI .
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