AS ARMAS DE GUERRA

Com armas se faz a guerra

Sejam brancas ou de fogo

Também entra nesse jogo

O que cada lado narra

E a paz na terra, esbarra

Em palavras e matanças

As permanentes heranças

Do ódio nos testamentos

Venenosos alimentos

Para matar esperanças

 

Reuniões, papéis na mesa

E os inúteis oradores

Representantes senhores

De acusação ou defesa

E do bem, vítima presa

Pelo caos que causa o mal

Um positivo sinal

A resposta o mundo espera

Para a guerra ser tapera

E a paz enfim ser real

 

E ao falar em real

O verso me atropela

Sai mudo pela goela

Mas deixa em letras, sinal

-Depois o ponto final

-E a rima está terminada

Não é conversa fiada

Ou costumeiros engodos

De assinaturas e acordos

Que nas guerras, valem nada.

  

Sérgio Teixeira

BAGÉ/RS.

Género: