Geral

Por que Corremos Tanto?

Por que corremos tanto?
Como tantos,
Feito tontos.
Corremos da besta,
Feito bestas.
Corremos para não perder o ônibus,
Para mastigarmos menos.
Corremos para o óbvio
E para o que não conhecemos.
Corremos para o que muito sonhamos
E para aquilo que nem queremos.
Para o trabalho,
Para a briga,
Para algum descanso,
Para a escola,
Para ter abrigo,
Para o bar,
Para dar consolo,
Para a sorte.
Corremos do azar,
E bradamos:
Azar de quem não corre,
Pois fica pra trás.
Corremos para andar na moda,
Enquanto transamos,
Para darmos conta,

Afora

 

                   Riu de meu penar

                  Riu de meu dissabor

                  Esse emaranhado me faz pensar

                  Quão difícil achar o amor

                                 **

                  Rio de corredeira mansa

                  Vai tranquilo ,vai sem pressa

                  Leva tristeza,leva esperança

                  Meu amigo me leve nessa...

                                      **

                   Aventura  ,eu digo contigo

Refúgio dos Sonhos Parte II: Mundo Encantado

 
O portal fantasioso abre-se,
E diante dos meus pés
Afloram-se as maravilhas que fantasiei,
Brotam as quimeras da minha imaginação,
Vivem intensamente os sonhos que criei.
Passeia feliz, este sonhador coração.
 
Palavras que ninguém diz,
Sons que ninguém ouve.
Mas em mim elas são ditas.
Mas em mim eu ouço-os.
Na pureza do mundo encantado,
O não realizável é realizado.
 

TEMPO

TEMPO

 

Tem tempo que eu engulo os dias
Tem dias que eu bebo-os na noite
O mês que vem foi ontem, e aquele amanhã foi a semana passada
Tem semanas atrasadas de um ano que passou e eu não vi passar
A agonia que o tempo insiste em organizar, mecanizar
Poetas podem destruir o tempo em seus parágrafos
sofargárap sues me opmet o riurtsed medop sateoP
Mas há tempo?

Charles Silva

Tarô

Mãos que espalham o destino

Não sabem o que fazem, apenas fazem.

Arcanos invisíveis são separados;

O medo de olhar para minha vida.

 

Sabe mais de mim do que eu de você.

Você olha em meus olhos e minha alma se torna oca.

Quão certo se está quando considero tudo errado?

Vida feita de cartas na mesa.

Provem minha vontade de aniquilar.

 

 

Ando

Ando às voltas com palavras vazias,

Ideias tolas;

Frases sem sentido,

Sem rima, sem ritmo,

Sem estilo…

 

Balas perdidas bangue-bangueando na minha cabeça…

 

Ando tenso, ansioso, inseguro…

Focado num ponto distorcido,

Desfocado…

Esperando respostas sem querer fazer perguntas

Envelhecendo…

 

Fragmentando meu presente para reunir no futuro

 

Ando olhando para o chão e para o céu;

Para o nada!

Não enxergo a minha frente

E o meu caminho tornou-se pedregoso,

EU DE MIM...

Sou arrimo de mim,

Detetive dos meus passos,

Confidente de minhas inconstâncias.

 

Sou namorado da solidão,

Amante da saudade,

Filho do sexo...

 

Sou minha própria religião,

Crítico dos meus ideais,

Político de minhas atitudes...

 

Sou um complexo de paradigmas,

Um enunciado de sintagmas,

Semente do meu juízo...

 

Sou o que sou... Só...

Entre ser e estar... apenas estou!

 

 

Pages