CANTOS DA MINHA ALMA

Este grito que vem das minhas entranhas
Traduz em mim, numa dor tão grande
Alma em suspiros reprimida no peito
Desabafa a saudade em querer viver
Piso a antiga calçada de frias fragas
Com os pés descalços, num caminho
Que é longo, com os anos passados
No eco das frágeis asas com que voa
Já sem força e talvez já sem vontade
Tempo perdido no inverno que é frio
Na própria sombra onde olhamos sem
Conseguirmos sequer olhar para ver
Este mundo infernal que se está a tornar
Entre caminhos solitários que nos leva
De volta à loucura consumada de qualquer
Amor, tempo de diferentes caminhos
De noite já cansada nos cantos de casa
Procuro um ninho para os desejos da alma
Afogada nas lágrimas, balança na imensidão
Procurando nos cantos da minha pobre alma
Os que vivem nas sombras dos que eu já amei.

 

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