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Desilusão

Sôfrego

O que o move ?                    

É aquilo que lhe envolve ?

Que por vezes o dissolve?

E dia a dia revolve?

E nada resolve...

Então bebe café

depois das nove...

Enquanto o pensamento

parece esnobe...


E te sacia

Enquanto o copo esvazia...

Enquanto a vida se faz evasiva

Você lembra que ria

De tanta ironia

Sentando no sofá,

na sala escura ...

“o que dizia?”


Mas você chora,

Depois que o copo esvazia

Pois então você nota

Que o tempo não volta

Rosa Dos Ventos

Põe a vida em movimento,

Rosa dos ventos.

Segue teu caminho ao relento,

Trazendo a vaga vida adentro;

Rosa dos ventos.

 

Nem os dias e as horas contam mais o tempo.

Nem a lua e o sol servem mais ao firmamento.

Tudo se tornou vago

Entre tua despedida e esse momento.

 

Pôs a vida em movimento,

E a minha no mesmo lugar.

Balançar

          Balançar

Saltando de lago em lago

Balançando neste barco

Lutando contra as fúrias das correntes

Chorando por tantas gentes

Porque terei eu medo da doce melodia?

Que ao longe a flauta assobia

Serão as minhas forças a falhar?

Não quero mais fúrias para lutar

Quero um lugar calmo onde repousar

Onde me deitarei sem medo de sonhar

Quero o verde da vida a florescer

E não ter medo de crescer

Traição

O ato mais ignóbil de todos:
confiar o coração ao cirurgião
com seu bisturi sujo de almas.
Higiene precária na lâmina
percutindo, veia por veia;
Ele sova a aura inocente,
em problemas, distrações,
ou indulgências da mente.

Magoa o outro e não liga,
pois, pagaram-lhe o preço
da esperança pouco perdida.

Ossa Coronata

Inconstância das grandes metas
é um elástico pronto a romper,
a mentira que vai e vem, destrói!
Ter titubeado aos instintos, corrói!
Meus ossos ruindo no sacrilégio
que eu mesmo atenazo: Quebre!
Por favor, quebre, não a mim,
mas a impermanência ilusória;
o cervical que sustenta o templo
das mil e uma enganações do ego.

Estações Complicadas

Enfrentas o mundo pessoal,
impessoal é aquele imortal
que da lógica fria, inverne
o solstício contrário, e a neve
congela a primavera da razão.
Relação interpessoal do irmão
secando lágrimas feito outono,
fez do possível pelo teu afago,
mitigou os frutos, mas escarro
foi o que levaste na face.
Não entendes que ódio nasce
quando argumenta por via
dos rios de verão que morria;
lavando o sentimento de amor

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