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Caosmológico

Colisão entre planetas,
a órbita rasga a harmonia
dos dias furtivos de outrora.
Saturno retira seu anel,
joga fora sua essência cordial,
porque sua ábdita Lua
decide eclipsar junto ao
Sol, o rei cósmico do espaço.

Meteoritos decaem sob
o solo da terra, perpetuam
a destruição perene,
decretada desde sempre
as poeiras humanas.
Ódio sideral: lei una
onto(cosmo)lógica
oposta a Vênus.
Cometas espiam o futuro
do universo, fofocam
para Marte as expedições
em seu território.

Netuno, com seu invernal
gás misantrópico, afasta
até seus semelhantes, como
Urano, o deus do tempo,
poderoso por ascender
seu brilho sobre tudo.
As formas do todo compõem
a desarmonia, o degredo
solar que engolirá o corpo
celeste; não poupara
nem Mercúrio, cônjuge
da Terra, o casal peremptório.

Quem dera se o sistema fosse
antinatural, onde o buraco
negro sugasse todo para o fim,
enxugasse o chão dos vermes,
e assoprasse os gases,
como uma tempestade que
mata o velho marinheiro
no seu velejar marítimo.

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