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Carta de Despedida

Foi tão bom viver aquilo que nunca o foi,

Acreditar no futuro sem presente nem passado.

Por vezes a verdade apenas magoa, apenas dói,

Mas pior que “morrer” de verdade é viver enganado…

 

O sonho era bom demais, mas fiz bem em despertar,

Tal como a noite dá lugar ao dia, a utopia morre às mãos da realidade.

Mas este ciclo nunca acaba e sei que ainda hei-de sonhar,

E, um dia, tantas vezes repetida, a mentira há-de virar verdade.

 

Alguma vez abandonaram um sonho ou qualquer outra ilusão?

Queimaram todos os planos que demoraram a desenhar.

Alguma vez deram por vocês sem sentido ou direção?

Queimo agora o teu retrato…nem sequer acabei de o pintar.

 

Muito mau foi saber que não havia mais nada a saber,

Mas assim ao menos a minha imaginação terá parança.

Não ganhei mas não perdi…embora me sinta a perder,

Mas pior que te perder, foi mesmo perder a esperança…

 

Sempre que nos despedimos e saímos de um lugar, caminhamos para outro…

 

(04/12/2015 – 23:45)

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Comentários

Belissimo texto

meus parabens

FC

António Cardoso's picture

Muito obrigado, senhor Frederico De Castro!

Fora caminho de tristeza! Bem vindo caminho de alegria!

Sei que terei que me acostumar, novo momento, renovar sentimento... Porém, nova estrada à caminhar!

Lindo e triste seu poema... Parabéns! Essa é a vida dos poetas!

 

M.C.R.

António Cardoso's picture

Muito obrigado, Madalena.

E o caminho faz-se para a frente...

Um abraço!

João Murty

António Cardoso's picture

E fez muito bem, amigo João Murty.
Um abraço também para si!