Concursos

  Quer publicar o seu livro de Poesia? Clique aqui.

  Quer participar nas nossas Antologias? Clique aqui.

Tristeza

Feridas

Caros leitores,

                           fui lançado num mundo de sofrimento e solidão, pois quem eu acreditava ser meu verdadeiro amor, trocou-me por uma vida vazia de sentimentos bons e cheia de futilidades. Hoje sofro com esta perda e amanhã não saberei ...

 

 

A verdadeira solidão...

A verdadeira solidão,

não é aquela que o olhar alcança

é aquela que o peito denuncia,

e que não se pode pesar na balança...

A verdadeira solidão,

não é a ausência dos demais

é poder estar numa multidão,

e não nos encontrarmos jamais...

É o vazio que habita na alma,

uma tristeza tamanha,

que deixa o peito em ferida,

e que os nossos olhos banha...

A verdadeira solidão,

é a falta de nós em nós,

quando isso acontece,

é que nos sentimos realmente sós...

*** @rtemis ***

Belicismo

Os bélicos da guerra que envolve o mundo a nossa casa, sentado na minha secretária a beber um chá de frutos vermelhos, contacto a matilha e pergunto vamos fazer uma guerra, somos poderosos e o nosso jogo envolve peões, eles são fundamentais para começar a confusão com ajuda do ilusionismo e umas quantas bombas, destabilizamos e imputamos a culpa estrategicamente, os voluntários vão contribuir para as nossas empresas (armas, material de guerra, mascaras do horror e tristeza, vestuário a rigor para um funeral de fantoches, também material de saúde e primeiros socorros que já chegam tarde á de

A Cor Do Hálito

 

 

Da minha boca

Caem petálas em gotas d'alfazemas

da cor que cheira o hálito da Tua nostalgia

tombada e triste

Do alto do baloiço dos Teus cílios

Espalmo as mãos para abraçar-te sois

Mas...

No tumulo da confusa e muda solidão

...Daquela estação sem nome,

Morremos no silêncio sem cor.

 

Ronilda David/Loubah Sofia - Alma Feita De Ti

...

 

Fotografia : Fernanda (in memorian) Hélder Gonçalves - art: Inês Zenha

Anjo Caído

Sou um vulto impercebível, e
Pairo nas sombras de outrem.
Sinto-me preso e escondido.
Um demônio bifurcado por existir.
Observo a humanidade e as peripécias.
Meus órgãos são pisoteados por eles,
Justo eles, os vermes de Nietzsche.
Tanta tristeza nas minhas asas,
Tais asas ruflam para baixo.
De Lúcifer a mim, temos a abrupta decadência.
Sou o arcanjo do esgoto, o núcleo
Do obscuro é o meu júbilo afagante.

Deserto

No peito está só o pó,
Apenas areando a dor a Jó.
O grão pálido ao mesmo tempo
Quente.
Estou por dentro cremando
A minha mente
Se ao pó retornará o homem,
Ignoro: retornei há tempos e
sozinho.
Desolado no meu deserto
O vento já não há e a chuva
Secou-se para sempre

Pages