A cintilar e a viver

No céu coberto de escuro e esquecimento,
Acende uma labareda das estrelas,
Raio fugaz não visto nos Deuses.

Explode - deu-se a supernova - ilumina
Este paredão da escuridão
Que tão ofuscante oculta o sentir.

Foi quando cintilou uma cadente,
Pérola astral que tão bela brilhava,
"Pulchra" a chamavam... E que verdade!

Mas cego fiquei por tanto admirar
E nunca me arrependi de te contemplar.
Pois supernova acontece de eterno a infinito!

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