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A Dama de Negro III

III
EXISTÊNCIA
 
 
 
 
Dêem-lhe um corpo,
Formas perceptivas,
Alicerces que sustentam conteúdos.
E ela deixa de ser um ideal,
Traço ou miragem,
Que flutua nas profundezas mentais.
 
Esta prisão cerebral,
Só no mundo das ideias sei viver.
Viver apenas no cérebro
É uma existência demasiado silenciosa.
 
Triste viver sem existir –
Se algum sentido isso tiver!
Oh existir,
Se existir é ser no mundo
Pode alguém ver através deste negrume?
 
Embebida nesse cálice negro,
Sou o lado oculto de mim,
Sou a dama de negro.
 
Assim tem vivido,
Sendo e não sendo,
A dama de negro.
 
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