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DECLÍNIO

DECLÍNIO

(Parei! Lentamente levantou a cabeça e murmurou; ela morreu, deixa-me estar, que esta vida não é tua…..)

O tempo consumiu o filtro da inocência,
Num cenário de coloridas amarguras,
Roído na turbulência da precoce idade.

A vida desarrumou a sua existência.
Ironiza, diz-se modelo de fotos e pinturas.
Triste e ingente vive da mendicidade.

(Olhei para a tralha! Atabalhoadamente justificou; foi o vício que arrastou a minha casa para a rua…..)

Alisou a beata entre risos e charadas.
Parece fumar o que resta das exuberâncias
De épocas ébrias, distantes e sombrias.

Entre dentes murmura frases resignadas,
Injeta a mentira, para apaziguar ânsias
De um passado recheado de mordomias.

(Mestrado em Artes e Belas Artes! Faz de estátua de carne, sussurra tormento, obtendo o que caridade pactua…..)

O silêncio parece fluir no fumo das baforadas,
Cenário ignoto, distorcido por substâncias.
Na esteira do vício os ruídos são melodias.

Árias compostas por partituras esconjuradas.
Numa recaída vitimada pelas circunstâncias
Envolto no seu luto, esvazia as horas e os dias.

(Amar era um verbo singular, que todas as noites escreve no rosto do desenho, que traça à luz da Lua…..)

João Murty
11-11-2016
«Cavaleiro de Letras Guardador de Sonhos»
(Foto: Luís Leitão)

Género: 

Comentários

Extraordinário texto caro João

Uma autentica recaída vitimada pelas circunstancias

Abraço fraterno

FC

Obrigado pela visita e grato pelo comentário.

Ps. As minhas desculpas...., porque hoje ao rever os meus poemas colocados na minha página, reparei que alguns dos meus amigos me tinham visitado e comentado alguns dos poemas. Daí este comentário. Reitero o meu pedido de desculpa. Abraço

João Murty

Obrigado pela visita e grato pelo comentário.

Ps. As minhas desculpas...., porque hoje ao rever os meus poemas colocados na minha página, reparei que alguns dos meus amigos me tinham visitado e comentado alguns dos poemas. Daí este comentário. Reitero o meu pedido de desculpa. Abraço

João Murty